sexta-feira, 4 de março de 2011

Abriu a fábrica de poemas:

Ode a Zeus!


Ah!
Tuas lembranças
Aquecem minha alma
E fervem o meu corpo noite afora.

Horas escoam
Rolo e enrolo
Na cama a toa
Recordando.

Teus beijos
Ainda sinto teu sabor
Em meus lábios
Aprissionando meu ser ao teu.

Insone,
Pensativa
Relembrando a cada instante
O teu sabor tão marcante
Quanto peculiar
Gravado e marcado
A ferro e fogo
Em meu ser.

O amanhecer rasga o véu da noite,
Feito virgindade desfeita na alva cama dos amantes.
E eu
Estou a pensar em:

Tuas mãos
Que moldam, modelam e acariciam meu corpo
Fazendo do mesmo
Seu objeto de culto
Não existe mãos mais
Poderosa e saborosas,
Que as tuas,
Que proporcionaram tantos prazeres.



By Mia Hertz.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Brincando com as palavras!

É fato
A cada ato
Em busca do fato.

É ato
A cada fato

É fatal
de tal forma que se torna mortal.

Assim como o tal que é formal
ao se tornar mortal.

E nisso tudo
Disse tudo

E no tudo
se perde no todo

E no todo somos apenas
o tal.

Monica Vasconcelos

Movimentos:

Após um surto Aristotélico, surgiu:

Nascer
Crescer
Morrer
Viver

O movimento de cada ser.

Amanhecer
Entardecer
Anoitecer

O ocaso de cada ser.

Fazer
Exercer
Crescer

A casualidade de cada ser.

E o ser nesse universo o que é, práxis ou poiésis?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Eis:...

Olhos cegos
Que se buscam
E se encontram
Em meio a multidão dispersa e caótica.

Bocas famintas
Que sofregamente
Se procuram
Entre sussurros e gemidos
Perdidas em beijos...

Mãos criam vida própria
Trilhando corpo a fora
Conhecendo
Buscando e amando
O seu objeto de desejo
Apertando freneticamente de encontro ao corpo desejado.

E nesse universo dos sentidos,
Esfomeados de tantos andos e entes,
As carícias calam o mundo ou falam para o mesmo:

... De um amor que preenche todo um ser...


By: Mia Hertz

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Conhecer........

A tempestade rasga o céu, lavando as metropólis e as almas dos seres que lá vivem.
Eis que, entre raios, trovões e chuvas, um ser caminha desafiando os elementos da natureza, mergulhado em sua impotência e em suas inquietações interna, isolado de todo o caos externo que lhe açoita o corpo.
Imerso em seus sentimentos, entregue a barbárie dos seus anseios, se perde na avenida a fora, na sua eterna busca...
Se irá ser frutífera ou infrutífera, ele jamais saberá, porque ao seu encontro a tormenta vem.
Cego em sua jornada ele esquece de ver a totalidade ou mesmo, as particularidades daqueles que lhe trombaram caminho a fora, porque não dizer caminho a dentro?
Passo a passo, ele entra no olho da tormenta, interagindo com ela, abraçando-a, acolhendo-a.
Porque a tormenta e o homem são um só, uno e indivisível, eles se fundem...
Gerando um ser diferente nascido da fúria da tempestade e das dores dos desencantos, das amarguras e das infelicidades...
Um ser melhor, quem sabe?
Um ser mais forte, quem sabe?
Um ser mais humano, isto sim, porque cresceu e se forjou na tormenta da vida.
A mesma que para uns esmagam, enquanto para outro lapidam.
Cinzelados, moldados e modelados, eles partem em sua busca eterna por si mesmo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Faxina cerebral

Depois de tanto tempo sem postar, parece que a comporta abriu novamente, arejando e limpando as teias que enfeavam o cerebelo da moça:


As desventura de uma velha boneca de louça, eu um mundo não tão paralelo ao nosso...


Lá fora, chovia torrencialmente. Parecia que o céu chorava por todas as dores e males da humanidade.
Em um vão escuro coberto de teias e pó. Uma boneca rachada e amarelada pelo tempo se encontrava jogada e esquecida.
Os olhos vítreo há muito que perdeu o viço, a ingenuidade que emanava dela fora esmagada pelas mãos infantis que fizeram uso dela no decorrer dos anos.
Perdida em pensamentos, ela se deixava levar em um redemoinho de emoções que fazia eras que não fora recordada e só recentemente despertara, para ser novamente subtraída.
Enternecida pelas dores, lapidava o coração com o cinzel da vida, tornando a pedra bruta em pura gema.
Nos riscos das lágrimas, ficaram apenas os sulcos, marcando e eternizando a louça antiga.
E no seu ser, enterrados como estacas as desilusões e as falsas expectativas... Retroalimentação de quem se está vivo ou pensa que está.
No entanto, no seu esqueleto entranhado em sua estrutura se encontrava o cerne da luta, pois o guerrear mais uma vez, significava para ela alcançar a luz, independente da escuridão ou dá tormenta que se faz presente em sua alma.
Porque em seu ser, sempre haverá um amanhã....

by Mia Hertz.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Phátos!

Em um canto qualquer do mundo, em uma cidade qualquer. A noite se retirava lentamente, enquanto a madrugada avançava e se esgotava. O tempo já não se arrastava preguiçosamente mas acelerava, visto que o mundo acordava.
Os passarinhos cantavam e aurora despontava no horizonte deflorando o céu com os seus raios rubros, comemorando mais um amanhecer.
Enrodilhada e jogada em um canto qualquer do dormitório, uma boneca de porcelana se encontra. Com suas vestes coloridas amarrotadas e espalhadas ao seu redor. Fitando o infinito através das suas pupilas sem vida e sem cor.
Lágrimas salpicam a tez marmórea, escorrendo face abaixo deixando um rastro de sangue e riscos pretos, resquício do rímel e do cajal diluídos na tormenta das dores.
No tórax aberto, o coração estraçalhado e rasgado pulsa lentamente entre soluços e gritos contidos das sensações de agonia que lhe corta o corpo ao meio.
Mal esse, que entranhado profundamente em suas vísceras lhe estraçalha, massacrando o seu pobre coração e sua atormentada alma.
Já sem forças para chorar ou para soluçar, ou mesmo para sentir, entrega-se ao estupor da dor, numa diurna sinfonia regada de sangue, dores, cores e amores perdidos.
Entregue aos seus males se encontra perdida entre os gorjeios e raios solares que adentram no recinto ao amanhecer.



by: Mônica Vasconcelos